LONDRES, 23 de fevereiro (Reuters) – O ex-comandante máximo da Ucrânia, Valeriy Zaluzhnyi, atualmente embaixador no Reino Unido, descartou perguntas sobre suas ambições presidenciais como “conversa de bar” e afirmou que não abordará seu futuro político até o fim da lei marcial.
Falando na Chatham House, em Londres, Zaluzhnyi disse que só revelará quaisquer planos políticos após o término dos combates na guerra da Rússia contra a Ucrânia.
“Quando isso acabar, quando a lei marcial for suspensa na Ucrânia… somente então poderemos discutir meu futuro pessoal”, afirmou.
Zaluzhnyi foi o principal comandante de Kyiv até fevereiro de 2024 e atualmente é o enviado da Ucrânia em Londres. Embora não tenha manifestado planos de concorrer a um cargo, pesquisas de opinião o apontam de forma consistente como o desafiante mais forte ao presidente Volodymyr Zelenskiy.
Zelenskiy, sob pressão dos Estados Unidos para concordar com um acordo de paz, sinalizou estar disposto a realizar eleições quando os combates terminarem.
Em entrevista à Associated Press publicada na semana passada, Zaluzhnyi compartilhou novos detalhes sobre um desentendimento com Zelenskiy, reacendendo especulações sobre eleições no pós-guerra e as tensões, há muito relatadas, entre os dois líderes.
No entanto, Zaluzhnyi se recusou a discutir quaisquer ambições presidenciais.
“Para responder a essa pergunta, eu deveria ir a um dos maravilhosos pubs desta cidade… isso é conversa de pub, na verdade, ou conversa de bar”, disse ele ao ser questionado sobre seus planos políticos.
Reportagem de Libby George e Elizabeth Piper; edição de Ros Russell.
