BRASÍLIA, 19 de fevereiro (Reuters) – A atividade econômica do Brasil expandiu 2,5% em 2025, mostraram dados do banco central na quinta-feira, desacelerando em relação ao ritmo do ano anterior, mas mais uma vez superando as previsões iniciais com a ajuda de um setor agrícola em forte expansão.
O resultado foi baseado no índice IBC-Br do banco central, amplamente considerado uma proxy do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador é compilado a partir de estimativas para agricultura, indústria e serviços, bem como de impostos relacionados à produção.
Em base não ajustada sazonalmente, excluindo o robusto avanço de 13,1% na agricultura, o índice teria subido 1,8% em 2025.
Os números oficiais do PIB estão previstos para 3 de março.
Economistas consultados semanalmente pelo banco central projetam uma expansão de 2,3% do PIB em 2025, desacelerando em relação aos 3,4% registrados no ano anterior, em um contexto de ambiente de juros extremamente restritivo destinado a conter pressões inflacionárias.
No início de 2025, no entanto, os economistas projetavam uma alta mais modesta de 2,0% do PIB.
O banco central interrompeu em julho um ciclo agressivo de aperto que elevou a taxa básica Selic em 450 pontos-base, e desde então a mantém inalterada em 15%, seu nível mais alto em quase duas décadas.
Os formuladores de política sinalizaram um ciclo de afrouxamento a partir do próximo mês.
“A atividade encerrou 2025 em tom fraco, reforçando o argumento para um afrouxamento à frente”, disse Andres Abadia, economista-chefe para a América Latina da Pantheon Macroeconomics, em nota a clientes, apontando para a estabilização da atividade em níveis baixos após uma desaceleração no meio do ano em todos os setores.
Em dezembro, o índice IBC-Br caiu 0,2% em base ajustada sazonalmente ante o mês anterior, uma queda menor do que o recuo de 0,5% esperado por economistas consultados pela Reuters.
No quarto trimestre, o índice subiu 0,4% em relação aos três meses anteriores, com resultados positivos em todos os setores, exceto indústria, mostraram dados do banco central.
Reportagem de Marcela Ayres; Edição de Alex Richardson e Joe Bavier
