SÃO PAULO, 20 de fevereiro (Reuters) – A companhia aérea brasileira Azul saiu formalmente do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos na sexta-feira, informou em fato relevante.
A empresa afirmou que atingiu seus principais objetivos com o processo de reestruturação, incluindo o fortalecimento de sua estrutura de capital, o aumento de liquidez e a redução do endividamento.
A aérea informou que reduziu dívidas e obrigações de arrendamento em aproximadamente US$ 2,5 bilhões durante a reestruturação, que também incluiu a captação de quase US$ 1,4 bilhão por meio de dívida e US$ 950 milhões em investimentos em capital.
A Azul entrou com pedido de proteção sob o Capítulo 11 nos Estados Unidos em maio de 2025, com o objetivo de reestruturar suas dívidas. A medida fez parte de uma onda de companhias aéreas latino-americanas que buscaram proteção contra falência após os impactos da COVID-19 no setor.
A Aeromexico, a colombiana Avianca e as duas maiores rivais da Azul, Gol e LATAM Airlines (LTM.SN), também entraram com pedidos de recuperação judicial desde o início de 2020.
Reportagem de Andre Romani; Edição de Natalia Siniawski
